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A Campanha da Fraternidade 2010 traz como tema: Economia e Vida e lema: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24). O *CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) realiza a campanha de forma ecumênica pelo terceiro ano e tem como objetivo geral: Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão.
O desafio da campanha é responder às seguintes perguntas: Como a fé cristã pode inspirar uma economia voltada para o *Bem comum? Em que medida existe responsabilidade das pessoas em relação à economia e como isso afeta a vida das pessoas e da natureza? O que fazer em sentido pessoal e estrutural para que a economia esteja a serviço da vida? Como fazer para que essas preocupações não sejam transitórias, mas se tornem balizas permanentes?
A proposta não é simplesmente criticar os sistemas econômicos, mas mobilizar as igrejas e a sociedade a dar respostas concretas às necessidades básicas das pessoas a partir de mudanças sociais e comunitárias.
Os objetivos específicos da campanha são: Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem; buscar a superação do consumismo, que faz com que o "ter" seja mais importante do que as pessoas; criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais; mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da Justiça, como dimensão constitutiva do anúncio do Evangelho; reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.
Esses objetivos só podem ser alcançados com um ideal de justiça econômica e ampliação do exercício da democracia. E para que isto seja efetuado, o CONIC, adotou a seguinte estratégia: Denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte; Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como bem mais precioso; Conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todos. Eles devem ser trabalhados em quatro níveis: social, eclesial, comunitário e pessoal.
O próprio cartaz da campanha da fraternidade revela essas intenções: a libertação dos bens materiais e a confiança em Deus.
O dinheiro é necessário em uma sociedade capitalista e de consumo, é preciso alimentar-se, vestir-se, cuidar da saúde, da família, da moradia e do lazer, mas não podemos ser gananciosos. A imagem no cartaz possui mãos suplicantes que dirigem uma prece a Deus, ou ao Dinheiro como se fosse Deus? É Deus que nos ilumina ou somos chamados pelo cintilar do ouro? Quem está em primeiro lugar?
Devemos cultivar sentimentos de fraternidade, buscar a construção do Reino de Deus com justiça e solidariedade.
A abertura da CF acontecerá no primeiro dia da quaresma, 17 de fevereiro (quarta-feira de cinzas), às 15h na Catedral da Sé. Em nosso Santuário teremos missa celebrativa às 7h, 15h e 19h e na região Episcopal Ipiranga será no dia 19 do mesmo mês às 20h no Santuário São Judas. |