A história dos cinquenta anos de nossa paróquia é riquíssima. Nossa identidade é marcada pelas pessoas e fatos, que nos deram um rosto e um jeito de ser: Discípulos e missionários de Jesus Cristo. Nestas linhas apresentamos a segunda parte sobre o paroquiato de Pe. Miguel Piscopo, atual Superior Geral da Congregação dos Oblatos de São José e que foi o sétimo pároco e primeiro reitor do Santuário de 1994 até 2000.
O quadriênio de 1996 até 2000 foi de grande movimentação tanto religiosa como social em nossa paróquia. Pe. Miguel já estava bem habituado ao estilo da Paróquia Santa Edwiges, e nela procurava imprimir um ritmo e um estilo. Tanto é verdade, que por diversas vezes nossa paróquia foi o centro de grandes acontecimentos, tanto a nível setorial como regional, no que concerne à Região Episcopal Ipiranga da Arquidiocese de São Paulo.
Os anos de 1996 e 1997 foram de intensa atividade religiosa como de auxílio aos menos favorecidos. No âmbito da oração, inúmeras foram as participações de nossos agentes de pastoral e colaboradores naquilo que o Ano Litúrgico exigia de nós católicos. Foram destaques em 1996 as ordenações sacerdotais dos Diáconos Ailton Ferreira de Almeida e Antonio Luiz de Oliveira, bem como, os votos perpétuos de Freis que aqui trabalharam. As ordenações e os votos perpétuos, vez por outra, aconteceram nas cidades de origem dos citados e que levaram gente de nossa comunidade a participar com fé e alegria. Também o Casamento Comunitário, os Dias 16 de cada mês com a Novena Anual de Santa Edwiges, a Obra Social Santa Edwiges eram acontecimentos consolidantes da presença da Paróquia Santa Edwiges na Arquidiocese de São Paulo.
Já o ano de 1997 podemos destacar a intensa atividade das pastorais, com um imenso destaque para o grupo de jovens COJOSE (Comunidade Jovem Santa Edwiges), que devido a uma intensa assessoria dos Freis Oblatos de São José, sob o comando do atual Pe. Orestes Monteiro de Melo (que trabalha como pároco em Colniza-MT) dava um rosto e uma identidade à juventude de Heliópolis e Sacomã: jovens josefinos-marellianos. Também a Catequese de Crisma teve o seu destaque no posterior engajamento dos jovens crismados e que assumiriam um novo formato daquela catequese, que era o de jovens evangelizando jovens. A assessoria da Catequese de Crisma era por conta do então Frei Iziquel Antonio Radvanskei, hoje o padre liberado dos Oblatos de São José para as questões da juventude.
As atividades das também catequeses de crianças e adultos tornavam-se referência em nossa comunidade, pela notável dedicação dos Freis Paulo Siebeneicheler (hoje o nosso estimado paroquial, Pe. Paulo) e por Pe. Alexandre Alves dos Anjos Filho (vigário paroquial de nossa comunidade de 2002 até 2006).
É importante ressaltar ainda, que os anos de 1996 e 1997 eram orientados pelas encíclicas papais Novo Milênio Ineunte e a Igreja nas Américas, de Sua Santidade João Paulo II, Papa. Não só estes documentos do Vaticano, como também as disposições da Região Episcopal Ipiranga e da Arquidiocese de São Paulo com os subsídios pastorais do “Projeto Rumo ao Novo Milênio” davam o caráter formativo dos agentes e líderes das pastorais e movimentos de nossa comunidade paroquial.
Tudo o que acima foi citado, parece que não bastava ao nosso pároco italiano. Era preciso mais. E este mais era o lado social. Não temos a referência no Livro Tombo de nossa história, sobre as incidências aos menos favorecidos de maneira direta, mas a experiência pessoal que muitos de nós acompanhamos pelo paroquiato de Pe. Miguel Piscopo era que a Obra Social Santa Edwiges (OSSE) era, além da paróquia e futuro santuário, sua menina dos olhos. Neste sentido, muitos de nós acompanhamos a experiência de consolidação do trabalho da OSSE nos atendimentos dos carentes no que competia à distribuição de cestas básicas, leite em pó e em litros, atendimentos odontológico, psicológico e jurídico nas mais variadas áreas (informática, corte e costura, biscuit, dentre outros)...tudo isso visando a promoção humana, que tanto mexia com os brios de nosso ex-pároco e atual Superior Geral. Um dois mais valorosos trabalhos no âmbito da promoção humanas, foi a criação do Projeto Esperança no cuidado, carinho, atenção e valorização dos portadores do vírus HIV.
Ainda no lado social seria indelicadeza de nossa parte, esquecer que o Lar Sagrada Família (o ambiente de acolhida dos idosos) e a Casa da Criança Santa Ângela (o nosso centro de atenção à educação das crianças e jovens carentes), também tiveram, e cremos que ainda tem, um lugar especial no coração de Pe. Miguel Piscopo, já que ambas eram uma ramificação da OSSE.
Por todo este lado religioso e social de nossa comunidade, comandada e orientada por Pe. Miguel Pisco, com a intercessão de Santa Edwiges nos faz pensar que nunca uma invocação de uma padroeira como a nossa, dos pobres e endividados, soa tão bem à uma realidade como a nossa.
Vê-se pela sucinta atualização do biênio de 1996-1997 que a Paróquia Santa Edwiges, situada na inspiradora Estrada das Lágrimas (lágrimas de um povo pobre, simples, sofrido) pode trazer muita fé, muita esperança e muita caridade a muita gente que por aqui passou e ainda passa.
Pe. Miguel nos últimos dois anos e alguns meses de seu ministério religioso-sacerdotal em nosso meio, tinha alguns empreendimentos a serem realizados ter cumprido a sua meta: a construção da Capela da Reconciliação, a Dedicação da Igreja como casa de oração e a preparação do Jubileu dos 2000 mil anos do nascimento de Jesus Cristo. É isto que vamos juntos reviver no terceiro e último artigo sobre o nosso sétimo pároco e primeiro reitor. Deo gratias!